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domingo, 3 de junho de 2007

O dia em que chutei o último balde...

Sempre que possível, sou otimista. Espero que as coisas mudem, as finanças melhorem, as pessoas percebam seus erros, suas falhas, enfim...
Assim, nesta espera, por três anos aguardei ser reconhecida, valorizada, partilhar a família, os amigos, viagens, planos, sonhos...
No entanto, os dias, semanas, meses e anos se sucederam sem que eu fosse apresentada ao seleto grupo familiar e de amigos. Juntou-se a isso o não reconhecimento da boneca perante os demais familiares.
Não fui convidada para nenhuma festa, nenhuma viagem, para ir a lugar algum, nem incluída nos planos futuros – ao menos jamais houve qualquer comunicação desta natureza. Quiçá, houve presença nos momentos difíceis por que passei...
E assim, fui acostumando a continuar só. A contar somente com “os de sempre” ou comigo mesma.
À medida que os fatos se sucediam, mais admirava o “eu” em que me transformava; melhor percebia o quanto era suficiente para os deveres que tenho a cumprir SOZINHA...
Conseqüentemente, descobri que sabia tudo o que precisava e podia tocar a vida...

E
Assim
Chutei
O
Último
Balde....

4 comentários:

Anônimo disse...

Pois é...
São as pessoas corajosas que chutam seus baldes!
Ás vezes demoramos para perceber que o "balde" mais atrapalha do que ajuda.
Faz falta, sim, ter um balde para tropeçar na vida, mas que corajosas são,as pessoas que conseguem chutar seus baldes e continuar a vida Felizes!

O Filho da Revolução disse...

Eu sei, talvez mais do que ninguém além da autora, da veraticidade e profundidade dos acontecimentos em torno do "balde". E é assim que a cada dia admiro mais essa pessoa que se divide em tantas e faz das tripas coração para manter a vida em ordem, sem jamais perder a ternura e fraternidade.

O Filho da Revolução disse...

Corrigindo:
*veracidade.


;p

Anônimo disse...

Admiro muito sua fibra e coragem como mantenedora de sua familia, realmente são poucas mulheres que se dispõem e encaram de frente, ainda mais se dizendo feliz. Vivemos uma crise de falta de homens que queiram assumir alguma coisa nestes dias de hoje, e só o fato de vocês terem ficado juntos por este período, e juntos terem assumido esta menina linda, já demonstra que ele não é *um qualquer* , então há de se questionar e avaliar, os motivos de seu *balde* haver agido desta forma. Não sei bem a que ponto foi seu envolvimento, (dava gosto de ver o par radiante até pouco tempo atrás) mas, com certeza ele deve também ter tido lá seus problemas e motivos, e como agravante, não era da região; tempo, distãncia, viagens constantes, despesas, enfim...E como sabes, precisam de nós nestas horas que para eles são dificilíssimas. Por vezes nós mulheres somos práticas de mais e isto, via de regra, acaba em prejuizo. E você soube avaliar? Considera que foi sua amiga a ponto de questionar e avaliar a situação dele e tentar entendê-lo antes mesmo de chutá-lo? Desculpe a franqueza, mas devemos sempre avaliar ambos os lados para se evitar injustiças. Detalhes a parte amiga, sei bem que você com sua personalidade marcante não deixa passar grande coisa, alias, quase nada. Não estaria com a sensibilidade acima dos índices e ao ponto de ignorar e corrigir os rumos em um relacionamento? Não seria a hora e tempo de repensar isto?